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12/03/2015 13h42

Infarto...


De repente... uma dor. Começa quase sempre leve, aumentando rapidamente até o limite do insuportável. Mas nem sempre. Às vezes já se inicia intensa, cruel, angustiante... Corre ao hospital. O diagnóstico vem célere: Infarto!!! Meu Deus! E agora? Internação, UTI, medicamentos, preocupação, sofrimento, dor... e às vezes morte.


               Será que essa história não poderia ser diferente??


               Em muitos casos sim. Bastaria que se tivesse tomado alguns cuidados precoces, se tivesse dado ouvidos aos sinais de alarme que o coração emitiu.


               Hoje em dia, por diversas razões, que passeiam desde o Stress (quem atualmente não sofre stress?), passando pelos maus hábitos alimentares tão presentes em nosso cotidiano, chegando até a inatividade física, - ou, pior ainda, o “atleta de final de semana” -  e nunca sendo demais ressaltar a importância maléfica do uso do cigarro, até mesmo os jovens já apresentam um risco não desprezível de lesão nas artérias coronárias e, conseqüentemente, de sofrer um infarto agudo do miocárdio (IAM). Afortunadamente é pouco comum que o tão terrível infarto ocorra sem que alguns avisos de perigo sejam emitidos. O que falta é que saibamos ouví-los e interpretá-los.



               O mais importante sinal de alerta é a dor. Dor no tórax, tipicamente precordial, ou seja, é sentida  na posição “em cima do coração”; às vezes irradiando-se para o braço, o pescoço ou as costas, nem sempre regular em frequência e intensidade. Antes pensava-se que somente as pessoas maduras e idosas deveriam ser investigadas. E a demora na realização de exames diagnósticos ocorria principalmente se fossem mulheres, pois nelas era menos comum a ocorrência do infarto. Hoje, recomenda-se veementemente a investigação clínica de qualquer dor precordial, típica ou não, em todos os que a sintam, jovens ou velhos, homens ou mulheres. A investigação da dor precordial é feita mais comumente através de um exame chamado “teste Ergométrico” ou ‘Teste de esforço”. Ou, mais popularmente, “exame da esteira”.


               Feito o diagnóstico, confirmado a existência de lesões coronarianas, ou de outra alteração que leve à isquemia miocárdica (traduzindo: a falta de adequada irrigação sanguínea de parte do coração) existem diversas opções de tratamento, desde a simples orientação, passando pelo uso de medicamentos específicos, chegando-se até aos procedimentos invasivos, como a angioplastia (“desentupimento” da artéria por uma sonda com balão) ou a revascularização cirúrgica, onde a famosa “ponte safena” é uma das opções.


               De toda forma, por mais assustador que possa parecer uma cirurgia, é uma possibilidade remota e sempre melhor, muito menos traumática e muito menos perigosa que um infarto.


               A atenção aos pequenos sinais enviados pelo seu organismo é frequentemente a melhor política pessoal de saúde. O corpo, essa engenhosa e perfeita máquina que recebemos de Deus tem seu sistema de alarme, que virtualmente nunca é disparado à toa. Cumpre a nós, como responsáveis e maiores interessados em sua adequada manutenção estarmos atentos ao alarme e sempre dispostos às correções.


               Aí, sim, a história será sempre diferente. 

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